quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Fogo estranho!


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Em Levítico 10 lemos o relato de Nadabe e Abiú, filhos de Arão, sacerdotes em Israel, que morreram depois de colocarem fogo estranho no incensário quando foram apresentar suas ofertas diante de Deus. Todos os que leem esta história levantam uma imediata pergunta: “O que significa este fogo estranho?”

Alguns intérpretes inferem que a ofensa fatal teria resultado da influência de bebida alcoólica. Quando entraram para adorar, eles estavam bêbados, já que no texto seguinte, Deus dá uma ordem explícita aos sacerdotes de que eles não poderiam beber vinho ou bebida quando entrassem na porta da congregação, porque seriam mortos (Lv 10.9). Apesar de não sabermos a que se refere este “fogo estranho”, o Antigo Testamento recomenda com frequência para que nenhum dos filhos de Israel se aproxime de Deus “inadequadamente” (Ex 19.12,21) e este mesmo princípio encontra-se no Novo Testamento (At 5.1-10; 1 Co 11.29-30).

Este trágico evento demonstra a necessidade de uma vida de santidade diante de Deus. Fogo é símbolo da sua santidade. “O nosso Deus é um fogo consumidor” (Hb 12.29).

Por esta razão, quando nos apresentamos diante de Deus, precisamos de um coração temente e contrito. O pecado cria uma distância entre nós e o Deus santo a quem nos dirigimos. Sua santidade deve gerar temor e adoração. Devemos nos aproximar confessando os pecados, pedindo sua graça e firmados nos méritos de Cristo. Por causa de Cristo, podemos nos apresentar a Deus confiadamente, “a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça em ocasião oportuna” (Hb 4.16).



quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Não sabemos o futuro

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Mesmo sendo uma mera convenção, o ano novo não deixa de ser um momento importante para avaliações, balanço e planejamento. Não que ele tenha poder de mudar qualquer coisa, já que trata-se apenas de um dia a mais, mas porque psicologicamente ele provoca em nós reflexão.


Nesta data, torna-se mais presente a compreensão de que a vida realmente passa como um conto ligeiro e um breve pensamento. Para os jovens a ideia de envelhecer parece tão remota, mas na medida em que os anos passam, temos a real compreensão de sua velocidade. 

O ano novo nos ajuda a olhar para trás, contar as bençãos: Quantas manifestações da graça de Deus. Nos ajuda também a considerar as perdas, quanta ausência e quantas lágrimas. O trem de chegada é o mesmo da partida. Alguns se foram, outros chegaram. É preciso esquecer as mágoas, porque a amargura nos priva da capacidade de sonhar e projetar a existência. Precisamos agradecer àquele que é o Senhor da nossa história.

Há muitas coisas sobre as quais não temos controle, mas que podem influenciar a vida. Não importa quão poderosos sejam estes eventos nem a nossa impotência diante dos mesmos. Uma frase que tem sido marcante em minha vida é: “Eu não sei o que me aguarda no futuro, mas eu sei quem me aguarda no futuro”. O mesmo Deus de ontem é o Deus de hoje e o será para sempre. Ele não muda, nem o seu caráter, sua bondade e seus planos.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

O Senhor visitou


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Você gosta de receber visitas em sua casa: Sim? Não? Depende!!!

Certa vez meu pai colocou em nossa casa um indiscreto cartaz que dizia: “As visitas sempre dão prazer. Umas quando chegam, outras quando se vão!” Por ser controvertida, esta frase provocou algumas reações boas e ruins entre a família... mas isto é uma longa história...

A Bíblia registra Deus visitando lares e pessoas diversas vezes. O verbo “visitar” aparece 255 vezes apenas no Antigo Testamento. Não é impressionante?

Já pararam para pensar no significado disto?

Deus visitou Abraão, Isaque, Jacó. Deus apareceu a Moisés, Gideão, aos profetas. “O Senhor visitou Ana novamente” (1 Sm 2.21).
Antes de morrer, José profetizou a seus irmãos: Eis que a hora de minha morte se aproxima, todavia Deus vos visitará com poder e vos fará subir destas terras para a terra que Ele prometeu” (Gn 50.24).
O Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me apareceu e me revelou: Em verdade vos tenho visitado e contemplado o que vos é feito no Egito” (Ex 3.16).

Estas narrativas das manifestações maravilhosas de Deus, apontam para um Deus presente, intervindo, agindo, relacionando com as pessoas. E que grandes bençãos estas maravilhosas visitações traziam, repletas de esperança, sonhos, coragem. As narrativas bíblicas não são histórias mortas, mas tem o objetivo de nos encorajar a buscar a presença de Deus em nossas vidas.

Não há nada que possa ser mais especial que a visitação do Senhor. Por isto o salmista ora: “Ó Deus dos Exércitos, volta-te, nós te rogamos. Olha do céu, e vê, e visita esta herança. Protege o que a tua mão direita plantou” (Sl 80.14-15).









quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

O Natal chegou!!!


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Não apenas como uma data especial do calendário, mas como um evento!
Isto mesmo...

Natal não é, essencialmente, uma data festiva!

Natal aponta para um Deus humilde, acessível, ousado, amoroso.

Natal fala de um Deus que decide se relacionar com a raça humana de forma pessoal, imanente e tangível.

O apóstolo João escreveu suas três cartas quando já era um velho pastor. Ele trata das ovelhas de sua igreja com uma linguagem bem afetiva: “filhinhos”. Ao iniciar sua carta, depois de ter caminhado tanto tempo no ministério, ele ainda se encontra encantado com a realidade que ele mesmo presenciou:

“O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam — isto proclamamos a respeito da Palavra da vida.
A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada”
(1 Jo 1.1,2).

Ele começa sua carta com esta afirmação de fé. Sua declaração demonstra como ele ainda se encontrava surpreso e encantado com o grande privilegio que ele, pessoalmente teve, de ter visto o Filho de Deus, de ter abraçado, caminhado, apalpado, ser amigo dele.

Afinal, não era para menos... Ele viu o Deus Todo-Poderoso em forma humana, e se tornou amigo dele...pessoalmente...

Que grande privilégio...
João, como poucos, teve a oportunidade de vivenciar o verdadeiro natal, que se manifestou na vida de um pequeno bebê que nasceu na remota província da Judeia. Naquela criança, o verdadeiro significado do natal se deu.

Jesus nasceu!!!

sábado, 8 de dezembro de 2018

O Natal sob diferentes perspectivas


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Conforme as narrativas das Sagradas Escrituras, o Natal pode ser contemplado a partir de dois pontos de vista: A perspectiva humana ou terrena, relacionada aos eventos que se deram em Belém e arredores; e o Natal na perspectiva sobrenatural, que se deu numa perspectiva a-histórica e cósmica.

Os três primeiros evangelhos, Mateus, Marcos e Lucas descrevem pormenorizadamente o nascimento de Jesus. Marcos é mais sucinto, mas os demais falam com detalhes sobre este tema. Vários aspectos são descritos: o anúncio de Gabriel para Maria; o conflito de José quando considerava se deveria ou não crer no relato de Maria; a viagem de Maria para as montanhas da Judeia onde ficou três meses na companhia de Isabel, mãe de João Batista; o recenseamento da população e a viagem de José com Maria para Belém; as manifestações angelicais aos pastores; a vinda dos magos do Oriente. Todos estes eventos ocorrem numa perspectiva, cenário e geografia históricos, ainda que carregados de uma áurea mística e sobrenatural. Esta é a perspectiva do natal para quem se encontra no ambiente da terra, sob o ângulo da percepção e relatos humanos.

Mas quando avançamos para Apocalipse, vemos o natal sob a perspectiva cósmica (Apocalipse 12). A narrativa não relata os eventos a partir da Judeia, mas a partir das esferas celestiais. A linguagem simbólica vai muito além dos aspectos históricos. O natal ali é descrito pictoricamente como algo tenso e dramático.

A criança está para nascer, mas o dragão (figura de Satanás), quer devorá-lo. Ele não pode impedir que ela nasça, mas tenta impedir que ela sobreviva. A narrativa é impactante e assustadora, típica de um relato de Stephen King.

Quando, porém, ligamos as duas narrativas, a humana e a cósmica, vemos como os pontos estão profundamente interligados. Ao nascer em Belém, Jesus está sob a ameaça de Herodes o Grande, que quer matá-lo. Ele é uma figura política, mas tenta fechar o cerco à cidade para que a criança morra. Sem perceber, Herodes se torna agente de Satanás para cumprir seu propósito de exterminar a criança que nasce. O dragão e Herodes são aliados, tentando destruir a criança.

Por que Satanás está tão preocupado com o nascimento de Jesus? Uma carta escrita pelo Apóstolo João, o mesmo autor de Apocalipse afirma: “Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo” (1 Jo 3.8). O surgimento de Cristo se torna uma ameaça aos propósitos do inferno. Aquele bebê deitado numa manjedoura é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Seu nome é Maravilhoso e Príncipe da Paz, e seu domínio jamais terá fim.

Sua vinda é uma ofensa ao dragão e uma declarada guerra contra os desígnios das trevas.

Natal, portanto, não é apenas um evento simbólico e romântico de um bebezinho frágil num presépio iluminado pelas árvores de natal. Natal aponta para o Messias, o Salvador. Ou como disseram os anjos aos pastores: “Hoje vos trago boas novas de grande alegria: é que vos nasceu na cidade de Davi, o salvador que é Cristo o Senhor”.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Está chegando o Natal!




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Mais uma vez nos deparamos com a maravilhosa época do Natal!

Eu gosto de tudo no natal. Os cânticos tradicionais, as árvores, os enfeites, os presentes, as celebrações... o clima natalino me atrai. Gosto de ouvir estas músicas até mesmo fora de época...

Mas não foi sempre assim.
Talvez a infância pobre tenha sido uma das causas. Nunca enfrentei a fome, a escassez, a ausência de comida, sempre tivemos muita fartura em casa. Muitos animais, plantações, criação de aves e muita verdura e fruta. Ambiente de roça. Mas o dinheiro era muito escasso.

Eu me lembro de uma situação que hoje acho até engraçada. Houve um período em que arroz se tornou artigo de luxo em nossa casa. Vocês já pensaram em quanto custa 5 Kg de arroz? Eu particularmente acho muito barato hoje em dia, mas não o era naqueles tempos. Então, minha mãe, excelente cozinheira, preparava canjiquinha de porco, e era uma delicia... até hoje amo este prato.

Sempre tivemos compromisso com a igreja evangélica. No natal, para não passarmos no esquecimento, minha mãe preparava (ele sempre foi boa costureira também), roupas novas. Este era o nosso presente. Não havia presentes de natal, mas isto nunca nos traumatizou, nem gerou revolta em nossa vida. Tudo era resolvido com um bom prato de macarrão e salada de maionese, prato especial do final de semana.

Mas a grande beleza do natal transcendia os limites econômicos. A igreja sempre celebrava o natal e sempre estávamos lá: participando do teatro, das cantatas, dos cultos que eram realizados no exato dia do Natal. Tudo se transformava em festa! O maior presente nós tínhamos: Jesus, o Filho de Deus nos foi dado! Glória a Deus nas maiores alturas e paz na terra a quem ele quer bem!


quinta-feira, 8 de novembro de 2018

O que é feito da vossa exultação?


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Esta é a pergunta que Paulo faz as pessoas da Igreja da Galácia: “Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade” (Gl 5.7) “Que é feito, pois, da vossa exultação?” (Gl 4.15). Que pergunta mais apropriada aos nossos dias.

Vivemos num estilo de vida de desassossego e inquietação, temos cada vez mais mas estamos cada vez mais preocupados e infelizes. Ouvi certa vez esta declaração: “Daria tudo para ter um estilo de vida simples. Às vezes penso que era melhor não ter nada”. O nível de exigência social e público provoca em nós ansiedade e angústia. Temos mais, mas vivemos menos; conquistamos espaço, mas não conquistamos nosso coração melancólico”.  

É fácil perder a exultação e passar a viver vida infeliz, medíocre, fria e insensível. Paulo percebeu isto naquela pequena comunidade que ficava na Ásia Menor ainda no Primeiro Século. O apóstolo associa esta tristeza a uma distorção teológica. A forma como estavam compreendendo o evangelho.

Quando conheceram a Cristo, deixaram de servir a deuses que não eram, e experimentaram a alegria de servir ao Deus vivo. Isto trouxe grande alegria aos seus corações. Entender a obra de Cristo, experimentar a graça de Deus e o perdão de seus pecados trouxe regozijo, mas com o passar do tempo perderam a centralidade do evangelho e a essência da espiritualidade cristã. Esta distorção roubou-lhes a alegria. Deixaram de ser liberais e contentes e se tornaram indispostos e mesquinhos.

Eles perderam a alegria da fé simples e genuína do evangelho. O que aconteceu?

Eles tiraram os olhos de Cristo e esqueceram dos fundamentos de sua fé. Eles deixaram de crer em Cristo e passaram a confiar nos seus esforços pessoais. O resultado foi insatisfação, tristeza, angústia e depressão. Sem o evangelho da graça de Deus agindo em nossas vidas, perdemos facilmente a alegria.