quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Final de ano




Estamos encerrando um ano. Hora de balanço e avaliação.
Somos gratos a Deus por todas as bênçãos que ele nos tem sido concedidas.

Eis algumas delas:
Primeiro, Deus tem preservado de forma maravilhosa a vida do Matheusinho, filho do Aloísio e da Daniela, pelo qual a igreja tem orado sempre. Ele encontra-se em tratamento em São Paulo, pessoas da comunidade e outros amigos tem dado o suporte espiritual e financeiro para que estes irmãos prossigam o tratamento. Esperamos ainda a cura definitiva dele, e por isto temos orado.

Nossa igreja tem passado por um período de grande paz e abundante colheita. Neste ano recebemos cerca de 80 novos membros na igreja, e ultrapassamos a marca de 1000 membros pela qual sonhávamos em Janeiro 2015.

Já estamos chegando à metade das prestações dos lotes que foram financiados próximo à Av. Brasil Sul, para construção de um templo maior e com mais estacionamento para abrigar o crescimento da igreja nos próximos anos. Todos os meses a igreja desembolsa 40 mil reais para este projeto. É um grande desafio.

Os ministérios da igreja estão caminhando em paz. Temos tido paz no conselho, na Junta Diaconal, e em todas as áreas da igreja. Neste ano realizamos encontros memoráveis e acampamentos com jovens, crianças, pré-adolescentes e mulheres da igreja. O Grupo de casais conseguiu o memorável feito de levar 25 pessoas no encontro anual. Só não foram mais porque faltou disponibilidade de quartos, no hotel. O Ministério Infantil da igreja está com mais de 200 crianças. A Associação Bom Samaritano, dirigida por membros de nossa igreja lidera as frentes de duas escolas de periferia: Bom Samaritano e Dayse Fanstone, e um albergue (Av Goiás). O Acampamento El Rancho vem melhorado significativamente suas dependências através do esforço fiel de irmãos que se dedicam de coração a esta obra. As congregações de Pirenópolis e Jaiara, avançam também em direção à maturidade espiritual.

Em tudo podemos dizer: Até aqui nos ajudou o Senhor. Louvado seja o seu nome!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Ande no seu ritmo

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Wayne Cordeiro na palestra “líderes mortos, porém correndo”, conta que estava fazendo jogging, quando começou a sentir estranhas sensações de morte, falta de ar e pânico controlando sua mente de uma forma tão intensa que a única reação possível foi a de assentar-se no meio fio e chorar sem saber exatamente o motivo, até ser levado às pressas para um hospital, onde o médico diagnosticou seu profundo stress, foi medicado e pode voltar à normalidade da vida. Ele aprendeu então, que é necessário discernir o que enche o nosso tanque emocional e o que o esvazia. Fala também da necessidade de respeitarmos ciclos da vida.

No livro de Gênesis temos a história de Jacó. Depois de muitos anos conturbados da juventude, foi morar em outro país e agora decidiu voltar para a terra natal. Esta volta tinha agravantes: ele deveria reencontrar com seu irmão, a quem havia trapaceado muitos anos antes e naquela ocasião Esaú disse que o mataria quando o encontrasse, mas os anos trouxeram maturidade e o irmão parecia ter resolvido seu antigo problema, entretanto Jacó estava com muito medo.

Enfim se encontraram e se reconciliaram, e as Escrituras narram esta comovente cena. Esaú dispõe-se a acompanhar Jacó e protege-lo com um bando de homens que estavam com ele, mas Jacó se recusa afirmando que o ritmo dos homens de Esaú não era o de sua esposa e filhos. Jacó estava com crianças e animais, Esaú com um grupo de homens. Apesar da insistência de Esaú, Jacó conseguiu convencê-lo de que andar juntos não seria possível. Os ritmos eram diferentes. 

Isto me leva a pensar em respeitar o ritmo da vida.

Final de ano é uma época de avaliação. Embora as “resoluções do ano novo” quase nunca sejam cumpridas, a simples mudança da agenda, nos obriga a refletir. Estamos no ritmo certo? Estamos correndo demais, (ou de menos)? Estamos respeitando a saúde, idade, fases da vida e equilibrando as atividades? Estamos no ritmo certo?

Somos uma geração apressada. Temos urgência! Estamos sempre agitados, estressados e correndo... Jesus viu esta mesma atitude na vida de Marta: “Marta, Marta, andas agitada e inquieta com muitas coisas; um só é necessária, Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada” (Lc 10.39).

Precisamos aprender a respeitar o ritmo de nossa mente, saúde, família, filhos e mesmo dos bens que possuímos. A soma destes fatores fará enorme diferença nos resultados.



segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Natal, tempo de festa!

Natal é tempo de celebração. Familiares e amigos buscam uma maneira de se encontrarem e tudo se torna pretexto para mesas fartas, e eventualmente, muita bebida. As músicas, o comércio, os presentes e a ornamentação das casas e das ruas, tudo evoca alegria e fantasia.

Não devemos, entretanto, esquecer que a razão desta festa é o nascimento de Jesus. É Deus entrando na história e se tornando gente como a gente, vestindo pele humana e caminhando nas estradas poeirentas da Judéia e da Galileia, tocando nas dores e alegrias humanas.

O primeiro Natal foi anunciado por uma orquestra angelical, acompanhado por um coral celestial. Quão maravilhoso deve ter sido esta música! Fico pensando que os pastores nunca mais se recuperaram e nunca mais ouviram algo tão belo. O anúncio foi feito: “Não temais, eis que vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo povo: é que vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 1.10-11). Natal nos revela o Eterno entrando no tempo, o Deus “misterioso” se revelando, assumindo forma humana; céus e terra se unindo, demonstrando unidade e harmonia.

Hoje, no meio da agitação e festividades, corremos o risco de não refletirmos sobre a grandeza deste evento. Facilmente nos distraímos e deixamos de celebrar o essencial: Deus se fez carne e habitou entre nós.


domingo, 13 de dezembro de 2015

Como será isto?


O anjo Gabriel apareceu para uma jovem na pequena e esquecida cidade de Nazaré, na Galileia dos gentios, nome pejorativo que os judeus davam a esta pobre região, uma espécie de “Baixada Fluminense”, e lhe dá a seguinte mensagem: “Eis que conceberás e dará a luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus” (Lc 1.31).

A resposta de Maria foi instantânea: “Como será isto, pois não tenho relação com homem algum?” (Lc 1.34). Seu questionamento é o mesmo que ainda hoje surge no coração inquieto do homem do Século XXI. Queremos saber os métodos e estratégias que serão usados para nos sentirmos seguros, que equação poderá ser aplicada à necessidade que temos de racionalidade.

Como será isto?” é uma pergunta metodológica. Que mecanismo Deus usará para que tal promessa se torne realidade? Como Deus lidará com situações aparentemente insolúveis? Queremos saber o “como” de Deus. A resposta do anjo, porém, não focaliza nos processos, mas em Quem. Porque, para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas” (Lc 1.37). A questão fundamental não é o método, mas o agente. Não o “como”, mas “Quem”.

Como isto se resolverá? Como lidar com a perda, a dor, a falência. Todas estas perguntas se referem aos meios. Se olhássemos para Deus, ficaríamos mais serenos.

Foi o que aconteceu a Maria. Quando o Anjo disse que isto era obra de Deus. “Descerá sobre ti o Espirito Santo, e conceberás”, ela se submeteu obedientemente. “Aqui está a tua serva, que se cumpra a Sua vontade”. Quando ela sabe que é Deus que está por detrás do anúncio, seu coração encontra paz e esperança.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Os Pilares da Gratidão

Um clássico relato bíblico sobre gratidão encontra-se no Evangelho de Lucas, na narrativa da cura de dez leprosos. Um deles, ao se perceber curado, volta glorificando a Deus em alta voz, e Jesus se impressiona que apenas um retornasse para demonstrar sua alegria e reconhecimento. Os demais, talvez tomados pela euforia e desejo de rever seus familiares, estão felizes pela cura, mas se esquecem daquele que os curou.

O texto nos mostra que gratidão possui três pilares básicos: 

Perceber
Lembrar
Declarar

Só é grato o coração que percebe. Eventualmente menosprezamos, minimizamos ou consideramos de pouco valor o que recebemos. Se é que percebemos alguma coisa. É muito fácil murmurar, lamuriar, maldizer, porque não percebemos a intervenção de Deus na vida. Quando estamos atentos aos movimentos de Deus, surge uma natural expressão de louvor em nós.

O outro pilar da gratidão é a lembrança. Aliás, os franceses definem gratidão como “a memória do coração”. Podemos perceber, mas ainda assim, esquecer. É fácil colocar no arquivo morto da memória eventos de amor e cuidado dos outros por nós. Infelizmente não temos a mesma capacidade com mágoas e ressentimentos. Eventualmente sofremos toda uma vida por causa de um ato desamoroso de alguém.

O último pilar é a declaração. Se estamos gratos por algum gesto de amor, naturalmente demonstramos e declaramos. A falta de apreciação decorre da ausência dos dois primeiros pilares. Não percebemos e não lembramos. Em relação a Deus também é assim: quando percebemos e nos lembramos, surge adoração e louvor espontâneos. Por isto o salmista diz: “Todos os dias te bendirei” e “para sempre te bendirei”. Uma pessoa grata, declara isto a Deus. Cultuar a servir a Deus, é algo espontâneo no coração da pessoa redimida. Trazer ofertas e dízimos à casa do Senhor é uma alegria para aquele que sabe que todas as coisas são resultantes da graça amorosa de Deus.


E você? Tem percebido e se lembrado das bençãos de Deus? E como você tem declarado isto ao Pai celestial?