quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Igreja? Tô fora!

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Não é raro encontrarmos pessoas bem intencionadas afirmando que creem em cristo mas que não sentem necessidade de se envolver com uma igreja local. Elas se declaram “crentes”, mas não estão ligados a uma comunidade. Creem na igreja universal, mas não em uma igreja local; reconhecem a igreja invisível, redimida pelo sangue de Cristo, mas não acham importante a vida de comunhão, os ritos, o batismo, a Santa Ceia. Não legitimam a igreja local, tangível e histórica e são até mesmo críticos acirrados. Não sentem necessidade de ter seus filhos e netos identificados com a igreja, e obviamente não contribuem para suas obras locais, para o sustento da comunidade e envio de missionários.

A Bíblia, entretanto, demonstra que a igreja local é muito mais importante do que muitos imaginam, e que um crente saudável é membro de uma igreja saudável, na qual se prega fielmente Palavra de Deus, há uma correta ministração dos sacramentos e da disciplina de seus membros.

Somente na igreja local podemos entender a dimensão da comunhão, discernimos o corpo de Cristo e participamos da ceia. É na igreja local que somos encorajados à vida cristã e à adoração, “ovelha fora do aprisco é petisco de lobo”, na igreja exercitamos os dons, servimos, e são as igrejas locais que preservam e transmitem a fé às novas gerações, investindo recursos em obras sociais e missionárias. Membros fora do corpo estão amputados e são fantasmagóricos.

Por isto é importante a exortação bíblica: “Não deixemos de congregarmos, como é costume de alguns, antes, façamos admoestações, tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima” (Hb 10.25).

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Fundamentos destruídos

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O Salmista indaga: “Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?” (Sl 11.3). Nesta semana assistimos mais uma vez, passiva e apaticamente irados, o desenrolar das notícias no Congresso Nacional em Brasília. Velhos maneirismos e “rapozices” de sagazes e inescrupulosos políticos que com artimanha vendem votos para obterem favores e recursos com fins políticos e pessoais. O fisiologismo vai assumindo um descaramento cada vez mais ousado, embora saibamos que isto não é recente, já que em governos anteriores atitudes semelhantes haviam sido tomadas, como no caso do “Mensalão”.

Mais que descaramento, o que vemos é a destruição paulatina dos fundamentos. Moral e ética assumem ares de cinismo, a descompostura é imensa e o grande problema é que tais atitudes criam raízes mais profundas: os fundamentos estão estremecidos e frágeis.

Nada é mais importante num prédio que a fundação. Uma estrutura sólida é fundamental para segurança de um edifício. Rachaduras nas estruturas antecipam grandes catástrofes. Uma construção pode facilmente alterar a disposição das paredes, divisórias, decoração, mas a mudança dos fundamentos é algo profundo e muito complexo.

Corre-se grande perigo quando se perde fundamentos, valores, princípios, caráter, honestidade e integridade. O homem sem caráter despreza seus fundamentos, e a casa construída sobre a areia ruirá. Temos vivido em um país que perdeu a noção da honra e vergonha. O efeito bumerangue é implacável.

Fica o alerta para a nossa vida pessoal. Cuidado com a fundação. Paulo disse: “Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor...porque ninguém pode lançar outro fundamento além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo” (1 Co 3.10,11)


sexta-feira, 21 de julho de 2017

O caminho de todos os mortais

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Quando Davi viu que a hora de sua morte estava chegando, chamou seu filho Salomão e lhe disse: “Eu vou pelo caminho de todos os mortais. Coragem, pois, e sê homem!” (1 Rs 2.2).

A morte é o caminho de todos os homens. Não gostamos de falar sobre ela, fazemos de conta que não acontecerá conosco, entretanto, ela possui este caráter de inevitabilidade. A única certeza que realmente temos na vida é a de que morreremos. Apesar de nossas frágeis projeções e ousados planejamento, não há, de fato, garantia de que viveremos amanhã. As pessoas nos vendem seguro de vida, mas na verdade, o que compramos é um “seguro de morte”.

A morte é democrática: despreza camadas sociais, ridiculariza dos poderosos, age de forma incontida, desconsidera os prognósticos, ri da ciência, zomba dos reis. No seu furor, outra de suas estratégias está presente:  Ela não leva em conta a idade. Não existe garantia alguma de que viveremos muito. Ela age indiscriminadamente, atingindo crianças ainda no início de sua história, jovens repletos de vida, e para nos contrariar, recusando-se a levar aqueles que julgamos ter passado do horário de partirem, tanto pela condição de saúde quanto a idade.


O Rei Davi compreende claramente isto. “Este é o caminho de todos os mortais”. Não há privilegiados nem exceções. Por isto, ele recomenda ao seu filho na hora da sua partida: “Guarda os preceitos do Senhor, teu Deus, para andares nos seus caminhos”. Precisamos estar nos caminhos de Deus para enfrentar de forma segura e serena, a inevitável rota da morte.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

É confusão!

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As normas éticas da Lei do Antigo Testamento, são quase sempre acompanhadas de uma razão: “não vos voltareis para os médiuns, nem para os adivinhos; não os procurareis para serdes contaminados por eles” (Lv 19.31); “Com homem não te deitarás como se fosse mulher; é abominação” (Lv 18.22) “Se um homem tomar uma mulher e sua mãe, maldade é” (Lv 20.14), mas uma razão diferente me chamou a atenção em Lv 18.23 e 20.14: “Se um homem se deitar com a nora, ambos serão mortos, fizeram confusão”.

Determinadas atitudes devem ser evitadas, não apenas por causa de seu desvio ético, nem apenas porque agride a Deus, ou por seu caráter maligno, mas porque geram confusão.

Muitos trazem confusão para sua vida ao quebrarem os princípios de Deus. Tomam decisões controvertidas, assumem compromissos equivocados, enveredam por um estilo de vida questionável trazendo “confusão” para si mesmos.

Em Eclesiastes lemos: “Eis o que tão somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astucias” (Ec 7.29). Larry Coy parafraseou este texto da seguinte forma: “A vida é essencialmente simples, mas nós a complicamos com nossos pecados”.


Quando violamos os princípios de Deus, nos metemos em confusão, afinal, “O caminho dos perversos é como a escuridão. Nem sabem eles em que tropeçam” (Pv 4.19). Cuidado com seu relativismo moral que te leva a fazer as coisas do seu jeito sem considerar as consequências. Isto traz confusão!

domingo, 9 de julho de 2017

Discernimento

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Nem sempre é fácil fazer escolhas corretas e julgar as informações recebidas de forma sábia quando estamos diante de uma decisão. Por isto a Bíblia afirma que “o prudente vê o mal e se esquiva; mas os simples, passam adiante e sofrem a pena”. Precisamos decidir entre o bom e ruim, certo e errado, destrutivo e construtivo, mas para isto precisamos de discernimento.

Por que é tão difícil e não raramente erramos tanto?

Em primeiro lugar, nossas decisões são carregadas de emoções. Não decidimos apenas pelas informações que recebemos, mas pelas emoções que sentimos. A Bíblia afirma que o coração do homem é enganoso e desesperadamente corrupto, e indaga: “Quem o conhecerá?” (Jr 17.9).

Segundo, não decidimos de forma neutra. Não somos uma “tábua rasa”, como afirmam os filósofos. Ao julgarmos a vida, a fazemos com pressuposições, valores introjetados, experiências acumuladas de gratificação ou frustração que nos levam facilmente a uma direção ou outra.

Terceiro, nem sempre temos todos os dados sobre a mesa. As informações que nos chegam são parciais, fragmentadas, dependendo do ângulo que ouvimos a história ela pode nos parecer atraente ou pavorosa. Sempre há dois lados para cada interpretação.

Em quarto lugar, não somos capazes de prever o que virá. Se soubéssemos antecipadamente quais as consequências que determinadas decisões trariam sobre nossa vida, certamente seriamos mais cautelosos e prudentes. Decisões de hoje afetarão para sempre nossa vida.

Por tudo isto, precisamos discernimento.

Veja como Salomão orou no início do seu reinado: “Dá, pois, ao teu servo, coração compreensivo para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo?” (1 Rs 3.9).


Talvez seja esta a oração mais urgente e necessária da vida. Ela envolve coração compreensivo, julgamento, prudência – e tudo isto tem a ver com o discernimento que só o nosso Grande Conselheiro, poderá fornecer. 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

“Ainda que”

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O profeta Habacuque enfrentou problemas sérios e dramáticos em seus dias. Sua cidade foi destruída, ele viu pessoas mortas na rua sem sepultura, jovens sendo levados cativos, e sabia que muitas daquelas meninas seriam transformadas em escravas sexuais e os rapazes, escravos, seus símbolos religiosos destruídos e sua família destroçada.

No meio deste caos, ele precisa conciliar a bondade de Deus com a vitória da violência e da impiedade. Aflito, ele levanta questões perturbadoras: Como entender a aparente inação de Deus? (Hab 1.13); Sua demora em responder as orações? (Hab 1.2); Sua resposta inesperada: Ele ora por restauração da cidade e Deus envia os inimigos?

Habacuque fica perplexo com tudo. As notícias não eram boas.

No meio de sua dor, ele faz uma declaração impressionante: “Ainda que a figueira não floresça... eu todavia me alegrarei no Senhor”.

Ainda que” todas as coisas pareçam conspirar, ele decide colocar seus olhos em Deus. Viver pela fé é a Teologia do “ainda que”.  Todas as perspectivas eram péssimas: ainda que a figueira não floresça, a videira não produza, a azeitona não nasça, os campos não produzam grãos, e o gado tenha sido arrebatado dos currais. Ainda assim, esperarei no Senhor...

Só uma teologia que não dependa das circunstâncias, pode se alegrar no Senhor. Deus é o refúgio e fortaleza, pode não acontecer nada de bom, todavia, a alegria está colocada no Senhor.

Viver pela fé, é viver no ainda que…É ter certeza das coisas que ainda não são visíveis - É crer a despeito de…É ser capaz de dizer em meio ao caos: “Eu sei que o meu redentor vive!” (Jó 19:25).

Não é resignação, comodismo ou escapismo, mas alegria positiva no meio da dor e da ameaça. Porque há um Deus que rege a história, age na história e é Senhor da história.




sexta-feira, 5 de maio de 2017

Uma nova perspectiva

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A caminhada dos discípulos no estrada de Emaús desafia o coração e a imaginação do leitor da Bíblia. Estes dois homens andavam desolados, cansados, desanimados, sem perspectiva, de volta para suas casas. Eles se entregaram a um projeto de vida e de repente veem seus investimentos: tempo, energia, dinheiro, talento aparentemente fragmentados, largaram seus projetos pessoais para seguir Jesus de Nazaré, uma pessoa que os inspirava e que criam ser o Messias, prometido de Israel, anunciado pelos profetas. Investiram suas vidas, colocaram seus sonhos, desejos, que redundaram em nada.

O Messias acabou numa cruz, morto de forma cruel. O sonho acabou...

Eles estão retornando para a vida ordinária e comum.

Foi ai que o milagre aconteceu. Jesus se aproximou deles. “Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles” (Lc 24.15).

As coisas mudam quando Jesus anda conosco.

Esta é a melhor definição de discipulado.

Jesus chega e caminha com estes desolados discípulos.

Esta doce presença reacende a esperança, coloca fogo no peito destes discípulos. “Porventura, não nos ardia o coração?” (Lc 24.32).

Sem Jesus somos consumidos pelo desalento e pela dor, mas com ele, uma nova realidade de vida brota como fogo em nossa alma.

É preciso caminhar com Jesus.

Isto não é institucional, mas algo pessoal e íntimo. Não estamos falando de outra coisa senão, andar com Cristo, comer com ele, ouvi-lo, deixar que sua companhia invada todo o nosso ser.


Sua presença traz nova perspectiva de vida.