“O anjo disse aos que estavam diante dele: Tirem as roupas impuras dele. Depois disse a Josué: Veja, eu tirei de você o seu pecado, e coloquei vestes nobres sobre você.” (Zc 3.4).
Este texto exige um pouco de imaginação. Temos aqui o drama da redenção sendo apresentado de forma clara no Antigo Testamento. A cena é de um tribunal, com o réu sendo acusado de culpado pela promotoria e defendido pelo advogado recebendo a sentença de absolvição pelo juiz. Vários personagens estão presentes: O Sumo sacerdote Josué (3.1); O Anjo do Senhor (3.1); Satanás (3.2); Yahweh – O SENHOR, e as testemunhas “ ((3.4).
Josué encontra-se diante do Anjo do Senhor e Satanás tem grande interesse em acusar Josué. Apesar do diabo ser o pai da mentira, as acusações contra Josué ao verdadeiras. Como ele ousa comparecer diante do Tribunal do Deus Santo? O próprio Deus afirma que Josué é como “um tição tirado do fogo?” Suas roupas estavam sujas, sua roupagem era inadequada para comparecer diante de Deus. Josué não ousa defender-se. Ele não pode se justificar.
O texto nos surpreende porque algo maravilhoso acontece: Josué é absolvido pelo próprio Deus, que faz duas maravilhosas declarações a seu favor: Primeira, afirma que seus pecados foram perdoados. Segunda, Deus lhe deu roupas novas para substituir as roupas impuras e ainda ordena que seja colocado um turbante na sua cabeça, símbolo de dignidade e autoridade.
Este é o cenário da redenção. Assim estamos diante de Deus, absolutamente indefesos. Satanás pode nos acusar porque somos essencialmente culpados. Estamos no tribunal com roupas impuras. Como permanecer em pé diante de Deus Santo, nós que somos marcados pelo pecado? Deus precisa nos perdoar e colocar em nós novas vestes. É exatamente isto que Jesus faz. “O sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 Jo 1.7) No Livro de Apocalipse lemos que eles nos dá “vestes de linho finíssimos, resplandecente e puro” (Ap 19.8). Esta é a obra do Cordeiro. Ele nos perdoa, nos dá nova roupagem, nos livra da acusação e da condenação e restitui nossa dignidade.
Que grande redenção!
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