A casa que compramos era de uma senhora simpática, que havia morado no mesmo endereço por 35 anos. Depois da transferência da escritura, ela nos acompanhou para entregar a chave e mostrar registros de água e detalhes da propriedade. Seu marido falecera 3 meses antes e ela chegara à conclusão de que era hora de mudança. Na saída, visivelmente emocionada, ela pediu à minha esposa que a acompanhasse, porque ela “não sabia” como sair daquela casa repleta de histórias e lembranças familiares. Abraçadas, foram chorando até o carro onde o motorista a esperava.
Fechar ciclos ou “gestalts” não é nada fácil. Mudanças alteram nosso humor e “modus vivendis”, provocam alterações hormonais e psicossomáticas, gerando desequilíbrio em nossas estruturas físicas e psicológicas.
Acompanhei recentemente meus pais fechando um ciclo de sua história. Viveram alternando entre a chácara e a casa da cidade por 44 anos, às vezes fazendo este percurso por mais de uma vez num mesmo dia, mas ultimamente não estavam conseguindo lidar com as exigências que estas tarefas traziam. Idosos, mostravam-se cansados e impacientes com as cobranças legais e administrativas, e com a dificuldade cada vez maior de encontrar alguém para trabalhar na chácara. Finalmente decidiram vender sua propriedade e agora realmente existe uma enorme incógnita sobre este novo ciclo que se inicia.
Eventualmente temos que fechar ciclos da história e recomeçar outros. Alguns destes ciclos são traumáticos, turbulentos e doloridos. Envolvem lutos, divórcios, longas enfermidades, rupturas em relacionamentos doentios, mas mesmo assim é dolorido virar a página para escrever novos capítulos.
Muitas vezes são ciclos abençoados, frutíferos, de grandes colheitas, lucros, benditos dias, mas que ainda assim, por contingências históricas precisam ser fechadas.
Moisés, o grande legislador de Israel, aos 40 anos teve que encerrar o ciclo de burguesia, glamour e vida palaciana e se dirigir ao deserto. Aos 80 anos, quando aparentemente nada diferente surgiria, é chamado para abandonar sua vida de pacato guardador de ovelhas em Padã-Arã e assumir a liderança do povo de Israel. Novos desafios. Novas experiências. Novo ciclo.
Não se apavore com as mudanças. Afinal, iniciar um novo momento, apesar de nos assustar um pouco, pode ser o início de um novo e fascinante tempo na nossa história de vida. O autor de Eclesiastes afirma: “Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar!”.
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segunda-feira, 19 de março de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Organizando o tempo
Um dos princípios fundamentais sobre este tema é que Tempo precisa ser planejado !
Grande parte das pessoas com sua vida financeira em ordem, só conseguiu vitória quando assentou e avaliou suas finanças, e isto só aconteceu ao descobrirem que não havia dinheiro para fazerem aquilo que precisavam fazer. O mesmo se dá com o tempo!
A vida de Jesus nos dá direções práticas sobre o uso de seu tempo, todos os evangelhos mostram quanta pressão demandas ele sofria: Cada palavra monitorada, cada ação analisada e cada gesto comentado. Jesus, na essência, não tinha vida privada. Imagine se Jesus vivessem em nossos dias: Telefones, campanhas, administração de recursos, mídia, internet, convenções, reuniões, etc. Como Jesus lidava com a questão do tempo?
Gordon MacDonald, faz as seguintes considerações:
1. Jesus claramente entendia sua missão - Quando vai a Jerusalém para participar da páscoa ele pára para curar o cego (apesar dos protestos das pessoas); Depois pára e gasta tempo com Zaqueu (a viagem para Jerusalém foi mais uma vez interrompida). Isto ele fazia porque sua missão estava clara (Lc. 19:10). Ele sabe o seu chamado. Se você não sabe em que porto quer chegar, todos os ventos lhe serão contrários.
2. Ele entendia seus limites – Ao assumir a humanidade, assumiu também suas limitações e viveu dentro delas. Durante trinta anos ele se silencia, preparando-se para seu ministério público. Jesus gasta toda a noite em oração diante de alguns grandes eventos. Ele sabe o que nós geralmente esquecemos: Precisamos de tempo para reunir forças interiores e compensar nossas fraquezas.
3. Ele gastou tempo para treinar os doze - Com milhões de pessoas para alcançar, ele poderia facilmente se perder nas atividades. Por isto organizou seu tempo com apenas alguns poucos, para falar de coisas celestiais. Ele priorizou aquilo que era essencial, para não se perder nas demandas do urgente.
Ao avaliarmos o que aconteceu no ano passado e projetarmos nossas atividades para o próximo ano, é bom considerar a forma como estamos usando nosso tempo.
Grande parte das pessoas com sua vida financeira em ordem, só conseguiu vitória quando assentou e avaliou suas finanças, e isto só aconteceu ao descobrirem que não havia dinheiro para fazerem aquilo que precisavam fazer. O mesmo se dá com o tempo!
A vida de Jesus nos dá direções práticas sobre o uso de seu tempo, todos os evangelhos mostram quanta pressão demandas ele sofria: Cada palavra monitorada, cada ação analisada e cada gesto comentado. Jesus, na essência, não tinha vida privada. Imagine se Jesus vivessem em nossos dias: Telefones, campanhas, administração de recursos, mídia, internet, convenções, reuniões, etc. Como Jesus lidava com a questão do tempo?
Gordon MacDonald, faz as seguintes considerações:
1. Jesus claramente entendia sua missão - Quando vai a Jerusalém para participar da páscoa ele pára para curar o cego (apesar dos protestos das pessoas); Depois pára e gasta tempo com Zaqueu (a viagem para Jerusalém foi mais uma vez interrompida). Isto ele fazia porque sua missão estava clara (Lc. 19:10). Ele sabe o seu chamado. Se você não sabe em que porto quer chegar, todos os ventos lhe serão contrários.
2. Ele entendia seus limites – Ao assumir a humanidade, assumiu também suas limitações e viveu dentro delas. Durante trinta anos ele se silencia, preparando-se para seu ministério público. Jesus gasta toda a noite em oração diante de alguns grandes eventos. Ele sabe o que nós geralmente esquecemos: Precisamos de tempo para reunir forças interiores e compensar nossas fraquezas.
3. Ele gastou tempo para treinar os doze - Com milhões de pessoas para alcançar, ele poderia facilmente se perder nas atividades. Por isto organizou seu tempo com apenas alguns poucos, para falar de coisas celestiais. Ele priorizou aquilo que era essencial, para não se perder nas demandas do urgente.
Ao avaliarmos o que aconteceu no ano passado e projetarmos nossas atividades para o próximo ano, é bom considerar a forma como estamos usando nosso tempo.
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