"Eu sempre os amei", diz o Senhor. "Mas vocês perguntam: ‘De que maneira nos amaste?” (Ml 1.2)
O livro de Malaquias é marcado por controvérsias do povo contra Deus. Deus está sendo duramente questionado, inquirido e acusado. É um livro carregado de paixão e crise. Seu estilo é curioso. Deus se abre para responder às críticas que seu povo lhe faz e fala em sua defesa.
Deus está no banco dos réus e o que é mais estranho, as denúncias vinham de seu próprio povo. São sete acusações.
-“Em que nos tem amado?” (Ml 1.2).
-“Em que desprezamos o teu nome?” (Ml 1.6).
-“E perguntais: Por quê?” (Ml 2.14)
-“Em que o enfadamos?” (Ml 2.17)
-“Em que havemos de tornar?” (Ml 3.7)
-“Em que te roubamos?” (Ml 3.8)
-“Que temos falado contra ti” (Ml 3.13).
Lamentavelmente é assim que temos nos comportado. Temos uma suspeita luciférica contra Deus e grande dificuldade de perceber o seu amor. Desconfiamos dos seus motivos, não entendemos a grandeza de sua graça e de seu amor. Mas apesar da rebeldia, Deus afirma: "Eu sempre vos amei."
O amor de Deus é unilateral e insistente, e não depende das nossas ações, não existe nada que possa nos separar desse amor. Ele não nos ama por causa de nossa capacidade de responder ao seu amor. Ele simplesmente nos ama. Talvez esta seja a verdade que menos assimilamos de Deus: O seu obstinado amor a ponto de dar seu único Filho em favor de nossos pecados.
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