quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Prá viver melhor!

 


 

Muitos tem uma visão equivocada de Deus e dos seus mandamentos. Acham Deus um “estraga prazer”, e consideram os princípios bíblicos autoritários, restritivos e punitivos. Ariano Suassuna, capturou de forma lamentável o sentimento de muitos ao afirmar desastrosamente: “Não é que não creio em Deus, é que não gosto de Deus.”

 

Quando abrimos as primeiras páginas do livro de Provérbios, um dos livros de sabedoria judaica, lemos o seguinte: “Filho meu, não te esqueças dos meus mandamentos, porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz.” (Pv 3.1,2) Será isto saúde para o teu corpo e refrigério para os teus ossos. Porque serão vida para a tua alma e adorno ao teu pescoço (Pv 3.8,22).

 

Então, considere o seguinte: Os mandamentos de Deus não são, essencialmente por causa de Deus. Eles foram dados por causa de você. Os princípios de Deus são para sua saúde, refrigério, alegria. Eles foram feitos para lhe proteger e dar alegria. Quando você peca, transgride e se rebela contra Deus, ele se entristece por causa do amor que ele tem por você, mas isto não muda sua essência e natureza. Ele continua sendo Deus. Mas sua desobediência traz graves consequências para sua vida. Pecado tem um efeito bumerangue.

 

Portanto, obedecer a Deus, traz glória a quem Deus é! Obedecê-lo, também, traz vida para que você é! Os preceitos de Deus nos foram dados para que vivamos melhor e mais plenamente.

 

Rev. Samuel Vieira

 

 

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Olhe para a vida com transcendência

 



O cristão é um cidadão de dois mundos: Um pé na terra e outro na eternidade. Assim viveu Jesus, assim devemos viver. Uma vida de imanência e transcendência. Plenamente consciente de nosso papel na história, mas absolutamente certos da transitoriedade.

Jesus foi encarnado sem perder a dimensão do mistério. Soube viver intensamente sua humanidade, chorar, amar, partilhar, viver e soube morrer. No meio de toda esta experiência profundamente humana afirmou e  ensinou os homens a vivenciarem uma sacralidade encarnada. Recusou as tentações do conforto, as ofertas do poder, experimentou o sentido da saudade, do luto e do amor. Descobriu o sentido da afetividade e da traição. Penetrou nos temores dos seres humanos e experimentou fome e sede. Aprendeu o segredo da oração, soube vivenciar Deus no encontro com homens carregados de sensibilidade para com Deus, e na oposição e confronto tantas vezes de homens que eram incapazes de experimentar Deus apesar de serem supostamente representantes de Deus. Soube experimentar a Deus no silêncio das montanhas e nas noites que passou na presença de Deus. Conseguiu manter uma relação de integração-inclusão de coisas tão distintas como oração e ação. 

Como poucos, Jesus articulou o natural e o espiritual, o humano e o divino. Na espiritualidade cristã, Deus não é alguém longe e distante, mas um ser pessoal; nem é um poder frio e silencioso, mas se relaciona com o ser humano. 

Por isto somos chamados a olhar a vida com transcendência. Quando olhamos a vida, tantas vezes injusta e contraditória, sem olhar para os céus, somos incapazes de manter a esperança. Quando olhamos para a eternidade, somos capazes de ter esperança na história. Quando olhamos para a transcendência, vemos como tudo que vivemos encontra enorme sentido.

Olhe para sua vida com transcendência. 

O cristão e a ecologia

 



Mais do que nunca devemos refletir sobre a questão do meio ambiente. Não por causa de uma exigência histórica, mas por causa da importância deste tema nas Escrituras Sagradas. Quando Deus criou o homem e a mulher, ele os colocou no Éden para o “cultivar e o guardar” (Gn 2.15). Isto dá uma exata compreensão da nossa tarefa enquanto cristãos. 

Antes de mais nada, a raça humana recebeu autorização de Deus para cultivar a terra. Ela existe para produzir sementes, dar pão, alimentar a humanidade e suprir a necessidade dos animais. A natureza é fértil: em se plantando, tudo dá!

Por outro lado, não deveríamos jamais tratar a terra com exploração indevida ou subjugação. Deus também nos deu a tarefa do cuidado. Isto implica em proteção dos rios, florestas, uso sensato dos recursos naturais. A ambição, a exploração, podem se tornar antagônicas a este sublime mandato de Deus. 

Conforme aponta John Stott, dois erros devem ser evitados aos nos relacionarmos com a terra: primeiro, a deificação da natureza. “Este é o erro dos panteístas, que unifica o Criador e a criação, dos animistas, que povoam o mundo natural com espíritos, e do movimento Gaia da Nova Era, que atribui os processos de adaptação, ordem e perpetuação da natureza a ela própria. Porém, todas estas confusões são insultos ao criador.

O segundo erro, é a exploração exaustiva da terra. “A culpa pela irresponsabilidade ambiental tem sido injustamente posta em Genesis 1... é um absurdo imaginar que aquele que criou a terra, entregou-a a nós para ser destruída. Não, o domínio que Deus nos deu deve ser visto como uma mordomia responsável, não como um domínio destrutivo”. 

Vale a pena lembra de duas afirmações bíblicas, a fim de encontrar este equilíbrio: primeira, “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém” (Sl 24.1). Segunda, “os céus são os céus do Senhor, mas a terra deu-a ele aos filhos dos homens” (Sl 115.16). Estando atento a estes dois versículos, poderemos encontrar o equilíbrio necessário para uma abordagem teologicamente correta e bíblica sobre o assunto.

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

O Deus de toda consolação

 


Uma das coisas mais fascinantes nas Escrituras é a forma como Jesus descreve o Espírito Santo, chamando-o de Consolador. “Mas eu vos digo a verdade: Convém-vos que eu vá, porque se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei.”(Jo 16.7) Nas horas de crise e angústias, duas coisas são essenciais para nossa vida. A primeira é significado; a segunda, consolo.

No significado, somos visitados com a compreensão de que o valor da vida transcende as tragédias humanas. Diante dos absurdos, da ilogicidade, dos desencontros que nos esmurram existencialmente, conseguimos encontrar algo Superior, que nos faz ver a vida além dos fatos. É assim que o profeta Jeremias lida com seus questionamentos diante da invasão inimiga sobre Jerusalém e o massacre desumano que ele presenciou: “Quero trazer “a memória, o que me pode dar esperança...”  O profeta precisava de algo a-temporalultracircunstancial, que desse sentido ‘a vida.

Mas mesmo tendo razões, que a própria razão desconhece, precisamos do conforto e da assistência de Deus. Precisamos ser visitados por uma graça confortadora e transcendental. É isto que o Espírito Santo faz. Ele é o Consolador “...que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia”. (2 Co 1.4). Na dor, na solidão, nos temores, na temida hora do luto, o Espírito de Deus suavemente nos visita trazendo serenidade e paz no meio do pavor e da ameaça.

O Deus das Escrituras Sagradas traz conforto. O Espírito Santo é o nosso consolador. Que maravilhosa benção.


 

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Não se afaste da igreja!

 



Vivemos um tempo no qual muitas pessoas afirmam: “creio na igreja invisível, universal”, mas não creio na igreja local, tangível e presencial, por isto não me envolvo com nenhuma comunidade”. Embora este argumento pareça intelectualmente interessante, ele é biblicamente inconsistente.

Seguem ai sete razões para você não se distanciar da igreja:

1. Este pensamento é contrário à Palavra de Deus. “Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia.” (Hb 10.25). Não fazer parte de uma comunidade, é a negação de um princípio essencial da fé cristã. 

2. Quando nos convertemos, somos inseridos no corpo místico de Cristo e numa comunidade visível.Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito.” (1 Co 12.12-13)

3. Nunca vi uma pessoa cheia do



Espírito Santo, comprometida com o reino de Deus, fora da igreja, desvinculado de uma comunidade.

4. Todos os grandes movimentos missionários e sociais da igreja cristã, que surgiram na história, influenciaram gerações e abençoaram vidas, vieram de pessoas envolvidas com sus igrejas e foram sustentadas por aqueles que tinham compromisso com sua igreja local.

5. A Bíblia afirma que “somos família de Deus”, “povo de Deus” e não “indivíduos” de Deus. O chamado é para o envolvimento comunitário. 

6. Porque quem idealizou igreja e a criou foi o próprio Senhor Jesus. “Eu edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). Jesus a edifica, e Jesus a protege. Ele tem compromisso com o seu povo.

7. Você não pode participar dos sacramentos: batismo e Santa Ceia, se não entender a dimensão de um povo histórico, local e concreto, pois “quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si” (1 Co 11.29).


sábado, 28 de agosto de 2021

Ainda não chegou o tempo

 



"Assim diz o Senhor dos Exércitos: Este povo afirma: ‘Ainda não chegou o tempo de reconstruir a casa do Senhor’ ".(Ag 1.2)


A falta de fé e esperança são fatores comuns para a restauração de áreas de nossa vida que precisam ser reparadas. Estes dois elementos estavam impedindo o povo de começar imediatamente a reconstrução do templo.


Provavelmente olhassem para os monturos e escombros e ficassem perguntando: Será que temos condições de reerguer muros e portas? Temos os recursos necessários? A obra parecia tão grande e eles tão poucos em número, se sentiam tão pequenos. Isto retirava de seus corações qualquer possibilidade de esperança de que algo pudesse ser feito.


Não é exatamente assim que fazemos? Muitas vezes há tanta coisa para reconstruir: memórias, afetos, relacionamentos, negócios, casamento, retorno à comunhão com a igreja, mas vamos olhando as dificuldades e continuamos dizendo: “‘Ainda não chegou o tempo”. A Bíblia diz que “Quem observa o vento não plantará; e quem olha para as nuvens não colherá.” (Ec 11.4). 


O tempo já chegou. Na verdade, naqueles dias em Jerusalém, as pessoas tinham recursos. Estavam construindo casas luxuosas para si e se esquecendo das coisas de Deus, daquilo que era essencial. Muitas vezes investimos demais em nossos sonhos, entretenimentos, mas pouco na obra e no reino de Deus. 


O que você precisa fazer para restaurar sua história? Por que você tem procrastinado? Não continue dizendo, “ainda não chegou o tempo”. O tempo chegou. Não deixe para começar a fazer aquilo que é necessário, por insegurança, medo ou apatia. Esta é a hora.

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

68 ANOS Igreja Presbiteriana de Anápolis

 



 

O grande desafio de toda igreja estabilizada e solidificada é manter sua identidade e missão em perspectiva. 80% das igrejas históricas no Brasil encontram-se no plateau ou no declínio, isto porque com o passar do tempo, com as estruturas solidificadas, é fácil sofrer certa acomodação e perder a agressividade evangelística e missionária. O peso da história e da tradição também podem ser fatores negativos, quando a igreja olha mais para seu passado que para o futuro. Tende a tornar-se um monumento ao invés de um movimento.

 

Estamos completando 68 anos com alguns elementos importantes da renovação contínua que uma igreja precisa:


A.     Uma liderança renovada. Deus tem sempre nos dado novos líderes, que atualizam a dinâmica da igreja e desafiam os novos desafios históricos que sempre temos que enfrentar.


B.     Novas conversões. Temos visto o evangelho chegando à vida de muitas pessoas que ouvem o evangelho através das pregações, ações ministeriais e pequenos grupos da igreja. Desde 2003, excetuando o ano de 2020 que sofreu os graves efeitos da pandemia, nunca tivemos menos de 60 novos membros sendo recebidos na comunidade.


C.     Ações missionárias. Atualmente apoiamos 23 projetos missionários (sendo que a grande maioria ligados à APMT, Agência Presbiteriana), ao redor do mundo.


D.    Novas Igrejas. Estamos plantando duas novas igrejas diretamente, e ainda apoiamos quatro diferentes projetos, três deles em Goiás, e 1 deles em São Luiz-MA.


E.     Uma liderança comprometida. Nenhuma igreja vai além de sua liderança. Se os presbíteros, diáconos, líderes de pequenos grupos e professores da EBD não possuem compromisso com seu tempo, talento e dinheiro para o projeto local, não podemos esperar isto da comunidade.


Apesar de todos estes fatores que podemos chamar de objetivos, entendemos que nada disto é possível sem a graça de Jesus sobre nós, e o mover do Espírito Santo. Afinal, “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam”. A obra é do Senhor. É Ele quem faz. Somos apenas instrumentos.