quarta-feira, 27 de novembro de 2019

O homem sem Deus


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Em geral temos a visão de que o homem sem Deus, é alguém perverso, mau pagador, desonesto, estúpido, péssimo pai ou marido, uma pessoa desonesta, alguém em quem não se pode confiar, e assim por diante. Por isto temos dificuldade de entender como um “bom vizinho” ou colega de trabalho, ainda assim possa estar longe de Deus.

Existe, contudo,  uma grande diferença entre o ímpio, e o perverso.
O ímpio, ou usando uma linguagem bíblica, o gentio, não necessariamente é uma pessoa de má conduta. A estas pessoas a Bíblia chama de perversas. A impiedade, ou ausência de piedade, falta de devoção, falta de temor a Deus, leva facilmente à maldade e perversão, mas nem todas pessoas ímpias, são perversas.

A descrição que a Bíblia faz do homem sem Deus é mais sutil, por isto, mais perigosa. Os espinhos pequenos de peixe são mais perigosos, porque não são facilmente percebidos. O ímpio, se caracteriza pelo seu distanciamento de Deus. Ela não considera Deus em seus caminhos, ele não se ajoelha, ele não ora, ele não sente necessidade de devoção e louvor, ele não tem compromisso com o reino de Deus. Deus não faz parte de sua agenda, nem ocupa o seu pensamento.

Na carta aos Efésios 4.17-19, Paulo assim descreve o homem sem Deus: (a)- Ele vive na vaidade de seus pensamentos; (b)- Seu entendimento e sua cosmovisão possui um confuso entendimento espiritual; (c)- Ele vive alheio à vida de Deus, ele não considera Deus na sua vida; (d)- Ele se torna insensível aos valores morais de Deus; (e)- Sua vida facilmente desemboca em impureza sexual.

A situação do homem sem Deus é espiritualmente perigosa! O livro de Provérbios afirma que “o caminho dos perversos é como a escuridão; nem sabem em que tropeçam. “ (Pv 4.19). O ímpio precisa se aproximar de Deus, para que seu coração possa ser iluminado pela direção e graça que só o Pai celestial pode nos dar. Viver sem Deus é uma condição perigosa!

Rev. Samuel Vieira



quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Tão Grande Salvação


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Em Hebreus 2.3, depois do comentário inicial sobre a obra de Cristo, a Bíblia levanta a seguinte questão: “Como escaparemos se negligenciarmos tão grande salvação?”

A Bíblia se refere à obra de Cristo, como uma grande salvação. Por que podemos afirmar que sua obra é majestosa? Talvez nenhum texto seja tão pedagógico para entendermos a dimensão da salvação que o conhecido Jo 3.16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Eis alguns fatos importantes sobre a salvação que Cristo nos oferece:
  1. É uma grande salvação, pela sua procedência: “Deus”. A salvação nos foi dada pelo próprio Deus. Não nasceu na cabeça de alguém, nem de alguma instituição. Ele nos amou sendo nós pecadores.
  2. É uma grande salvação, pela sua motivação: “Deus amou”. O que levou Deus a enviar seu filho foi seu afeto e preocupação com nossa condição. Ele nos amou.
  3. É grande pela sua amplitude – “o mundo”. Deus não amou apenas um grupo étnico, ou um reduzido número de pessoas, nem apenas de algumas regiões. Seu alcance é cósmico.
  4. Grande pela sua intensidade – “de tal maneira” – Um amor diferenciado e profundo. Seu amor é intencional e intenso.
  5. É uma grande salvação, pela oferta: “Deu o seu filho”. É grande pelo preço que foi pago: custou muito para Deus. Ele nos deu o seu único Filho.
  6. Grande pela oportunidade – “todo aquele que nele crer”. Não exclui ninguém. Não há ninguém que não possa ser alcançado pelo seu amor, por pior que seja o seu estado espiritual e moral.
  7. Grande pelo seu livramento:  “Não pereça”. O amor de Deus nos livra da condenação eterna. Deus tira todo pecado e desfaz o poder do diabo sobre nossas vidas pelo sangue de seu Filho.  
  8. Grande pela sua benção. “Mas tenha a vida eterna”. Pode existir uma dádiva maior que a vida eterna? Seu amor nos livra do inferno e nos possibilita estar com o Senhor para todo sempre.

Conclusão:
A questão inicial continua nos confrontando: Como escaparemos se negligenciarmos tão grande salvação?
A mensagem é simples, objetiva e direta. “Quem crer e for batizado, será salvo; quem porém não crer, será condenado” (Mc 16.16). O caminho maravilhoso da salvação passa pela obra de Cristo na cruz, que nos livra de tão grande condenação.
Louvado seja o Senhor!

Rev. Samuel Vieira


quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Convide Jesus para seu casamento!

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No conhecido texto da transformação da água em vinho, registrado pelo evangelista João, lemos o seguinte: “Jesus também foi convidado, com os seus discípulos, para o casamento” (Jo 2.2). Jesus estava lá porque aquela família queria que Jesus estivesse e por esta causa o convidou.

A verdade é que, só participa da festa do nosso casamento quem desejamos que esteja presente. É certo que, com os custos atuais envolvidos numa festa de núpcias, muitas vezes desejamos que mais pessoas estivessem conosco, mas nem sempre dá para convidar a todos. Isto obriga os noivos a fazerem uma seleção cuidadosa, e muitas vezes dolorida, para limitar o número de convidados. Mas um convidado, o mais especial, Jesus, não pode ser esquecido.

Precisamos considerar quem estamos convidando para o nosso casamento. Quem convidamos para assentar à nossa mesa de jantar, para fazer alguma atividade lúdica dentro de nossa casa, e quem desejamos que participe de nossa história, incluindo ai as tensões, medos e planos.

Infelizmente gastamos horas nos preparando para a festa de núpcias, mas investimos pouco tempo para preparação para o casamento em si. Gastamos pouco tempo discutindo questões que possam se transformar em ponto de tensão na convivência familiar, e, acima de tudo, oramos pouco pelo nosso casamento. Jesus é esquecido! Não o convidamos como alguém indispensável para o casamento. E quando o fazemos, ele é apenas uma peça secundária no esquema familiar.

Convide Jesus, seriamente, para o seu casamento.
Na sua casa, que ele seja o personagem central, o mais esperado dos convidados. Estruture seu lar de forma que ele seja essencial nas suas discussões e planos. Leve Jesus para suas crises. Quando a DR (discussão na relação), for pesada, deixe que Jesus seja o mediador entre vocês. Quando tiverem que tomar uma decisão, ou fazerem planos, que Jesus seja o conselheiro de vocês.

Só ele pode transformar água em vinho. Mudar o ambiente. Transformar o lar sem saber, sem cor, sem textura, em algo palatável e atraente. Quando Jesus é convidado, bebemos o melhor vinho!

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

O Justo viverá pela fé


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No dia 31 de Outubro, celebramos os 502 anos da Reforma Protestante. Se pudéssemos resumir todo o conteúdo da Reforma em uma única sentença, esta seria “O justo viverá pela fé!”.

Foi este versículo que invadiu a mente de Lutero quando subia as escadarias de Pilatos, em Roma, fazendo penitências e com os joelhos sangrando, recitando  uma oração do Pai Nosso em cada um dos degraus. Ele entendeu ali, que deveria viver baseado na obra de Cristo, e não em sacrifícios pessoais. Teria que olhar para a obra de Cristo e viver pela fé. Isto transformou sua história pessoal.

Viver pela fé traz alguns desdobramentos:

A.     Não devemos viver baseados nas circunstâncias, favoráveis ou não. Viver pela fé aponta para algo ultracircunstancial e a-temporal. Mesmo quando a vida parece sem esperança e os dias são confusos, confiamos num Deus amoroso e soberano, que controla todas as coisas. Não vivemos pelo que vemos, mas baseados nas promessas maravilhosas de Deus.

B.     Não podemos manter a vida baseada nas variações de humor que temos. Vivemos pela fé, não pelo que achamos ou sentimos. Emoções são frágeis e variam de um dia para outro. O justo fundamenta sua vida na estabilidade de Deus, e não nas instabilidades de seus sentimentos. Ele vive por fé, não pelo que sente.

C.     Não podemos colocar nossa confiança em nós mesmos para salvação. Esta é, certamente, a mensagem central da afirmação de que “O justo viverá pela fé”. Nossa fé está colocada em Jesus, no seu sacrifício, naquilo que ele fez na cruz. O justo não se baseia na sua justiça própria, na sua performance moral, nem nas boas obras, mas nos méritos de Cristo, afinal, ele vive pela fé, confiado na maravilhosa obra de Cristo Jesus.