sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Esse é o dia que o Senhor fez!



“Esse é o dia que o Senhor fez! Alegremo-nos e regozijemos nele” (Sl 118.24).
Existem dias que não parecem ter sido feitos pelo Senhor!

Pressões, oposições, dores, más notícias, perdas e lutos conspiram e somos tentados a não identificar nestes dias nenhuma presença de bondade, misericórdia e Deus, e algumas vezes, sequer percebemos Deus de forma real.
Neste texto, a Bíblia nos lembra que este dia faz parte da agenda de Deus. Não se trata apenas de uma data perdida no calendário gregoriano, mas faz parte de um projeto de Deus. Neste dia chuvoso ou com forte sol, com frio ou calor, caindo neve ou tendo o solo tórrido pela ausência da chuva, porque há uma ordenação fixa do Deus que criou os céus e a terra. O Sl 19.2 afirma que “um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite”. O dia de ontem anunciou que viria outro dia, e que Deus havia preordenado o mesmo. O nascimento do sol faz parte de uma ordem divina. “Os campos cobrem-se de rebanhos, e os vales vestem-se de espigas; exultam de alegria e cantam” (Sl 65.13)

Hoje, com calor no hemisfério Sul, pode ter nevado no Norte, com seca no agreste nordestino, houve chuva torrencial no sul do país. A natureza respondeu aos estímulos da criação, obedecendo às ordens do seu Criador que estabeleceu os ciclos da terra e os movimentos próprios de uma determinada estação. Este é o dia que o Senhor nos fez!

O mero reconhecimento da soberania de Deus sobre estações e ciclos da natureza, e o vislumbre do nascer e o por do sol, deveriam causar-nos uma sensação de conforto. É certo que alguns nascem hoje, outros tantos morrem. Uns se casam hoje, outros se divorciam, mas as variações e crises de júbilo não podem impedir de reconhecer que este é um dia que o Senhor nos fez, e por isto deveríamos reagir a tudo isto com admiração e louvor: “Alegremo-nos e regozijemos nele”.


Se hoje sobram lágrimas, o amanhã trará o conforto. Se hoje paira a perplexidade, o amanhã trará novas experiências e possibilidades. A vida é dinâmica, não estática. “O choro pode durar a noite inteira, mas a alegria vem pelo amanhecer”. O dia de amanhã não pertence a nenhum demiurgo, nem à obra do acaso, não surgiu de forma acidental ou incidental, por isto devemos nos lembrar: “Esse é o dia que o Senhor fez! Alegremo-nos e regozijemos nele”.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Final de ano




Estamos encerrando um ano. Hora de balanço e avaliação.
Somos gratos a Deus por todas as bênçãos que ele nos tem sido concedidas.

Eis algumas delas:
Primeiro, Deus tem preservado de forma maravilhosa a vida do Matheusinho, filho do Aloísio e da Daniela, pelo qual a igreja tem orado sempre. Ele encontra-se em tratamento em São Paulo, pessoas da comunidade e outros amigos tem dado o suporte espiritual e financeiro para que estes irmãos prossigam o tratamento. Esperamos ainda a cura definitiva dele, e por isto temos orado.

Nossa igreja tem passado por um período de grande paz e abundante colheita. Neste ano recebemos cerca de 80 novos membros na igreja, e ultrapassamos a marca de 1000 membros pela qual sonhávamos em Janeiro 2015.

Já estamos chegando à metade das prestações dos lotes que foram financiados próximo à Av. Brasil Sul, para construção de um templo maior e com mais estacionamento para abrigar o crescimento da igreja nos próximos anos. Todos os meses a igreja desembolsa 40 mil reais para este projeto. É um grande desafio.

Os ministérios da igreja estão caminhando em paz. Temos tido paz no conselho, na Junta Diaconal, e em todas as áreas da igreja. Neste ano realizamos encontros memoráveis e acampamentos com jovens, crianças, pré-adolescentes e mulheres da igreja. O Grupo de casais conseguiu o memorável feito de levar 25 pessoas no encontro anual. Só não foram mais porque faltou disponibilidade de quartos, no hotel. O Ministério Infantil da igreja está com mais de 200 crianças. A Associação Bom Samaritano, dirigida por membros de nossa igreja lidera as frentes de duas escolas de periferia: Bom Samaritano e Dayse Fanstone, e um albergue (Av Goiás). O Acampamento El Rancho vem melhorado significativamente suas dependências através do esforço fiel de irmãos que se dedicam de coração a esta obra. As congregações de Pirenópolis e Jaiara, avançam também em direção à maturidade espiritual.

Em tudo podemos dizer: Até aqui nos ajudou o Senhor. Louvado seja o seu nome!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Ande no seu ritmo

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Wayne Cordeiro na palestra “líderes mortos, porém correndo”, conta que estava fazendo jogging, quando começou a sentir estranhas sensações de morte, falta de ar e pânico controlando sua mente de uma forma tão intensa que a única reação possível foi a de assentar-se no meio fio e chorar sem saber exatamente o motivo, até ser levado às pressas para um hospital, onde o médico diagnosticou seu profundo stress, foi medicado e pode voltar à normalidade da vida. Ele aprendeu então, que é necessário discernir o que enche o nosso tanque emocional e o que o esvazia. Fala também da necessidade de respeitarmos ciclos da vida.

No livro de Gênesis temos a história de Jacó. Depois de muitos anos conturbados da juventude, foi morar em outro país e agora decidiu voltar para a terra natal. Esta volta tinha agravantes: ele deveria reencontrar com seu irmão, a quem havia trapaceado muitos anos antes e naquela ocasião Esaú disse que o mataria quando o encontrasse, mas os anos trouxeram maturidade e o irmão parecia ter resolvido seu antigo problema, entretanto Jacó estava com muito medo.

Enfim se encontraram e se reconciliaram, e as Escrituras narram esta comovente cena. Esaú dispõe-se a acompanhar Jacó e protege-lo com um bando de homens que estavam com ele, mas Jacó se recusa afirmando que o ritmo dos homens de Esaú não era o de sua esposa e filhos. Jacó estava com crianças e animais, Esaú com um grupo de homens. Apesar da insistência de Esaú, Jacó conseguiu convencê-lo de que andar juntos não seria possível. Os ritmos eram diferentes. 

Isto me leva a pensar em respeitar o ritmo da vida.

Final de ano é uma época de avaliação. Embora as “resoluções do ano novo” quase nunca sejam cumpridas, a simples mudança da agenda, nos obriga a refletir. Estamos no ritmo certo? Estamos correndo demais, (ou de menos)? Estamos respeitando a saúde, idade, fases da vida e equilibrando as atividades? Estamos no ritmo certo?

Somos uma geração apressada. Temos urgência! Estamos sempre agitados, estressados e correndo... Jesus viu esta mesma atitude na vida de Marta: “Marta, Marta, andas agitada e inquieta com muitas coisas; um só é necessária, Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada” (Lc 10.39).

Precisamos aprender a respeitar o ritmo de nossa mente, saúde, família, filhos e mesmo dos bens que possuímos. A soma destes fatores fará enorme diferença nos resultados.



segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Natal, tempo de festa!

Natal é tempo de celebração. Familiares e amigos buscam uma maneira de se encontrarem e tudo se torna pretexto para mesas fartas, e eventualmente, muita bebida. As músicas, o comércio, os presentes e a ornamentação das casas e das ruas, tudo evoca alegria e fantasia.

Não devemos, entretanto, esquecer que a razão desta festa é o nascimento de Jesus. É Deus entrando na história e se tornando gente como a gente, vestindo pele humana e caminhando nas estradas poeirentas da Judéia e da Galileia, tocando nas dores e alegrias humanas.

O primeiro Natal foi anunciado por uma orquestra angelical, acompanhado por um coral celestial. Quão maravilhoso deve ter sido esta música! Fico pensando que os pastores nunca mais se recuperaram e nunca mais ouviram algo tão belo. O anúncio foi feito: “Não temais, eis que vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo povo: é que vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 1.10-11). Natal nos revela o Eterno entrando no tempo, o Deus “misterioso” se revelando, assumindo forma humana; céus e terra se unindo, demonstrando unidade e harmonia.

Hoje, no meio da agitação e festividades, corremos o risco de não refletirmos sobre a grandeza deste evento. Facilmente nos distraímos e deixamos de celebrar o essencial: Deus se fez carne e habitou entre nós.


domingo, 13 de dezembro de 2015

Como será isto?


O anjo Gabriel apareceu para uma jovem na pequena e esquecida cidade de Nazaré, na Galileia dos gentios, nome pejorativo que os judeus davam a esta pobre região, uma espécie de “Baixada Fluminense”, e lhe dá a seguinte mensagem: “Eis que conceberás e dará a luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus” (Lc 1.31).

A resposta de Maria foi instantânea: “Como será isto, pois não tenho relação com homem algum?” (Lc 1.34). Seu questionamento é o mesmo que ainda hoje surge no coração inquieto do homem do Século XXI. Queremos saber os métodos e estratégias que serão usados para nos sentirmos seguros, que equação poderá ser aplicada à necessidade que temos de racionalidade.

“Como será isto?” é uma pergunta metodológica. Que mecanismo Deus usará para que tal promessa se torne realidade? Como Deus lidará com situações aparentemente insolúveis? Queremos saber o “como” de Deus. A resposta do anjo, porém, não focaliza nos processos, mas em Quem. “Porque, para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas” (Lc 1.37). A questão fundamental não é o método, mas o agente. Não o “como”, mas “Quem”.

Como isto se resolverá? Como lidar com a perda, a dor, a falência. Todas estas perguntas se referem aos meios. Se olhássemos para Deus, ficaríamos mais serenos.

Foi o que aconteceu a Maria. Quando o Anjo disse que isto era obra de Deus. “Descerá sobre ti o Espirito Santo, e conceberás”, ela se submeteu obedientemente. “Aqui está a tua serva, que se cumpra a Sua vontade”. Quando ela sabe que é Deus que está por detrás do anúncio, seu coração encontra paz e esperança.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Os Pilares da Gratidão

Um clássico relato bíblico sobre gratidão encontra-se no Evangelho de Lucas, na narrativa da cura de dez leprosos. Um deles, ao se perceber curado, volta glorificando a Deus em alta voz, e Jesus se impressiona que apenas um retornasse para demonstrar sua alegria e reconhecimento. Os demais, talvez tomados pela euforia e desejo de rever seus familiares, estão felizes pela cura, mas se esquecem daquele que os curou.

O texto nos mostra que gratidão possui três pilares básicos: 

Perceber
Lembrar
Declarar

Só é grato o coração que percebe. Eventualmente menosprezamos, minimizamos ou consideramos de pouco valor o que recebemos. Se é que percebemos alguma coisa. É muito fácil murmurar, lamuriar, maldizer, porque não percebemos a intervenção de Deus na vida. Quando estamos atentos aos movimentos de Deus, surge uma natural expressão de louvor em nós.

O outro pilar da gratidão é a lembrança. Aliás, os franceses definem gratidão como “a memória do coração”. Podemos perceber, mas ainda assim, esquecer. É fácil colocar no arquivo morto da memória eventos de amor e cuidado dos outros por nós. Infelizmente não temos a mesma capacidade com mágoas e ressentimentos. Eventualmente sofremos toda uma vida por causa de um ato desamoroso de alguém.

O último pilar é a declaração. Se estamos gratos por algum gesto de amor, naturalmente demonstramos e declaramos. A falta de apreciação decorre da ausência dos dois primeiros pilares. Não percebemos e não lembramos. Em relação a Deus também é assim: quando percebemos e nos lembramos, surge adoração e louvor espontâneos. Por isto o salmista diz: “Todos os dias te bendirei” e “para sempre te bendirei”. Uma pessoa grata, declara isto a Deus. Cultuar a servir a Deus, é algo espontâneo no coração da pessoa redimida. Trazer ofertas e dízimos à casa do Senhor é uma alegria para aquele que sabe que todas as coisas são resultantes da graça amorosa de Deus.


E você? Tem percebido e se lembrado das bençãos de Deus? E como você tem declarado isto ao Pai celestial?

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Ele é ele! (Jo 23.13)


No livro de Jó temos o grande desafio de decifrar a enigmática realidade da vida, quando ela não parece ter coerência, sentido ou propósito. Jó se debate em vão, indaga, questiona, perscruta. No entanto, Deus se mantem aparentemente silencioso e distante. Os golpes são duros e Jó tenta decifrar os acontecimentos, inutilmente.
No capitulo 23 ele se depara com a realidade de que Deus é Deus. Ele então afirma resignadamente: “mas, se ele resolveu alguma coisa, quem o pode dissuadir? O que ele deseja, isso fará” (Jó 23.23). Uma tradução livre afirma o seguinte: “Ele é ele!”
Esta é a grande verdade! Deus é Deus!
Ser Deus é ter o poder de exercer a liberdade de conduzir o universo da forma como deseja fazer. Apenas Deus é livre. Ele pode fazer o que bem quiser, e não tem que prestar contas disto a ninguém, porque ele, e apenas ele, é Deus! Se ele prometeu ele há de cumprir; se ele planejou, executará. “Os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis” (Rm 11.29). Ou como nos ensina a Palavra: “Se ele prometeu, ele há de cumprir, e se ele falou, é certo que fará”. Se ele não pudesse exercer sua liberdade e soberania plena, ele não seria Deus.
Nossos sentimentos em relação a este conceito podem variar do sublime encantamento e alegria: “É bom ter um deus providente e sabe que governa a história, e não a deixa ao acaso”, ou pode ser de  revolta, medo e angústia, afinal, “Quem Ele pensa que é?” No primeiro caso, isto é possível quando temos uma percepção de sua santidade, bondade e amor, e é maravilhoso saber que estamos nas mãos de um Deus, e não do humor das circunstâncias. No segundo, se a relação com Deus é de suspeita e desconfiança ficamos assustados imaginando o que alguém, com tamanho poder, pode fazer conosco.
A concepção que temos de Deus não muda quem ele é, mas nos muda radicalmente. Paz ou angústia, encantamento ou medo, alegria ou perplexidade, dependendo da concepção que temos de Deus.


Rev. Samuel Vieira