“De novo Davi reuniu os melhores guerreiros de Israel... para buscar a arca de Deus.” (2 Sm 6.1)
Mesmo depois de terem conquistado Jerusalém, a arca do Senhor não veio imediatamente para Sião. Esta é uma figura lamentável, mas muito presente também em nossa história. Avançamos nas conquistas pessoais, mas deixamos o Senhor para trás. Podemos ter um ministério abençoado, sermos pessoas bem-sucedidas, realizarmos muito mas não trazemos conosco a arca do Senhor.
A arca representava a presença de Deus para Israel. O grande símbolo da fé judaica. No deserto, o tabernáculo ocupava a área central do acampamento, e no local mais sagrado do tabernáculo, ficava a arca, no santo dos santos. Quando o templo foi construído, a mesma estrutura arquitetônica foi mantida. A arca gerava temor, percepção de sacralidade, senso de proteção. Quando a arca foi tomada pelos filisteus, Eli, o velho profeta, ao ouvir a notícia ficou tão atônito que caiu de costas e morreu. Afinal, a glória do Senhor não estava mais no meio deles.
Agora, com a mudança da sede do governo de Siló para Jerusalém, Davi decidiu que a arca não podia ficar para trás... Foi criado um grande um aparato militar, com trinta mil homens e a trouxeram para novamente estar ocupar seu lugar de primazia. A arca não poderia ficar distante do centro das decisões do povo de Israel.
É fácil negligenciar a presença de Deus. Na medida em que as vitórias se tornam mais presentes, surge um senso de ufanismo perigoso, que nos leva a esquecer a razão principal de ser igreja. É sempre necessário indagar: Será que a presença de Deus tem vindo conosco? Deus está no centro? Não deixe a arca para trás! A presença de Deus não é secundária, mas fundamental.
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